Lucas 2:7
E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
A maior parte da população mundial encontra-se nas grandes cidades. Enquanto que em 1950 a população urbana mundial era de apenas 16%. Em 1900, apenas a cidade de Londres tinha mais de um milhão de habitantes, agora já são 405 cidades com mais de um milhão de habitantes.
POPULAÇÃO URBANA E RURAL NO BRASIL
ANO URBANA% RURAL%
1940 31,23 68,67
1950 36.16 63,84
1960 44,67 55,33
1970 55,92 44,08
1980 67,60 32,40
1990 75,47 24,53
2000 81,23 18,77
A maioria das pessoas que chega à cidade não tem escolaridade nem experiência profissional, o que faz com que aceitem empregos mal remunerados e se sujeitem a trabalhos temporários ou a atividades informais para sobreviver, como as de camelô ou vendedor ambulante. Os baixos rendimentos levam esse trabalhador para a periferia das grandes cidades, geralmente em loteamentos irregulares, lugares de risco. Isso é dramático! Não te incomoda não?
O que a Igreja tem feito? Fechado suas portas durante a semana. Prédios enormes vazios. Salas enormes vazias.
“Aqui não!” “Esse lugar é santo”. “Esse lugar não foi feito para isso”. Desculpas sem lógica. Repete-se a historia da manjedoura. Muitas vezes li sobre essa dificuldade de José em arrumar um lugar para nascer Jesus. Gostava de falar mal daquele povo que não queria hospedar Maria. Mas hoje eu vejo essa realidade pra tantos que hoje estão na cidade aguardando um lugar e não têm. Os pobres e desvalidos, os analfabetos e sem emprego, os “sem-terra”, os “sem-esperança” estão de fora do arraial, fora da “tribo santa”, fora do “povo escolhido”, da “geração de adoradores extravagantes”. Somos como aqueles dois homens que passaram de largo olhando o samaritano caído. Fico com vergonha.
Existe um lema na Igreja Metodista que diz: “Quem não serve para servir, não serve para viver”. Ou a Igreja acorda pra essa realidade ou fica dormindo enquanto o mundo e o diabo arranjam estratégias para tirar as pessoas da Igreja. O Ide ainda se faz necessário da mesma forma que se fez no passado onde se desbravavam o interior do Brasil em muitos séculos, hoje a Igreja hodierna tem de rever seus conceitos e realizar uma evangelização urbana. Não como era feito há 50 anos atrás, achando que uma banda de sanfoneiros e pistões que faziam “ar-livre” e arrebatavam multidões podem obter o mesmo resultado hoje. Mas com estratégias novas, por estarmos no século 21. Há uma necessidade de se adequar a realidade atual uma Igreja que se diz viva.
Chega de darmos manjedouras a um povo carente de acolhida!
Deixo registrado também um hino que cantava quando era criança no Coral Infantil da Igreja Metodista sobre a conversa do estaleiro com José (na época não me tocava o coração, mas hoje enxergo essa realidade):
Quem vem ai?
Maria e José.
Que desejais?
Vimos de Nazaré
Para o alistamento
Oh, nos dá um aposento.
Não há lugar!
Só um cantinho para repousar
De modo algum
Oh, tenha compaixão!
Não podeis aqui ficar,
Não há lugar
Não há, não há!
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domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Missões Urbanas
" E a cidade não necessita nem se sol e nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada." Ap.21.23
Porque não falar de missões urbanas, já que vivemos em cidades?
Aonde cresce o número de violências e drogas a cada segundo?
Aonde o número de abortos e de gravidez na adolescência chega ao caos?
Aonde se vê pessoas procurando a morte e se isolando dentro de suas casas cada vez mais?
Aonde o “porque, o pra quê, o onde” são perguntas sem respostas?
Aonde vemos a politicagem ser maior que a verdadeira política? Aonde não se confia mais em ninguém, seja este deputado ou patrão?
Aonde ladrão e polícia se equiparam em falcatruas?
Aonde a “lei de Gerson” ainda é lei que prevalece?
Aonde a injustiça pesa numa balança cega?
Como levar o evangelho aos perdidos, desesperançados e desesperados? Aos órfãos e viúvas? Aos enlutados e perplexos diante de fatalidades? Aos que estão solitários devidos a tantas circunstâncias da vida? Aos que perderam tudo nessa vida? Aos moribundos e sem sorte? Aos acamados, presos no leito, sem vida? Aos cárceres de prisões? Aos que estão sem rumo e nem sabem se existe uma luz no fim do túnel? Aos alcoólatras, às prostitutas, aos homossexuais? Como alcançar os filhos sem um lar digno?
Fazer missões urbanas é ouvir o clamor de muitos e dizer até como lemos em Judas “salvar alguns” se necessário for.
Quero aqui prestar uma homenagem ao Pastor Airton Tavares, que foi meu jovem pastor metodista. Ainda adolescente eu era, e muitas vezes o vi sentar na rua com mendigos a dar-lhes pão e comida. Aquilo era demais aos meus olhos. Pensava: “É doido! Como tem coragem!” E ele dizia: “É simples. Sinta-se chamada!” Um dia Deus o levou, moço ainda, mas o que ele fez impactou minha vida.
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